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IFPR se prepara para participação recorde na Ficiencias

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Em novembro, o Instituto Federal do Paraná estará presente na IV Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiencias) com 28 trabalhos finalistas, um recorde para a instituição. A Ficiencias, que ocorrerá em Foz do Iguaçu entre os dias 10 e 13 do próximo mês, é um espaço para estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras com intuito de contribuir com a evolução no mundo das ciências e promover a cultura científica, a experimentação, a disseminação e a popularização do método científico.

O Instituto participa do evento desde seu início, tendo atuado nas últimas edições como organizador. “Nos anos anteriores, sempre atuamos de alguma maneira, auxiliando a concepção e a organização do Ficiencias, e sempre tivemos uma participação expressiva. Neste ano, nossa contribuição será mais significativa ainda, pois teremos 28 trabalhos sendo apresentados”, afirma o Pró-Reitor de Extensão, Pesquisa e Inovação, professor Ezequiel Burkarter. “Isso é muito importante para nós, porque demonstra dois pontos relevantes: primeiro, um interesse maior da instituição de participar do evento, o que é fruto do amadurecimento de nossa comunidade interna e de seus projetos; e segundo, uma melhora na qualidade dos trabalhos desenvolvidos no Instituto, o que é revelado pelo processo de seleção”, ressalta.

Conforme Burkarter, os trabalhos passam por um esquema de seleção bastante rigoroso, efetuado por diversas universidades do estado do Paraná, especialmente por meio de seus programas de pós-graduação. O foco principal do evento é a inovação, portanto o que se observa nos campi, de acordo com o pró-reitor, é que tanto os projetos de pesquisa quanto os de extensão selecionados acabam tendo uma abordagem inovadora. “Este é um ponto muito positivo”, afirma Burkarter, “pois mesmo que não tenhamos em alguns projetos algo explicitamente de inovação, isso acaba se manifestando no momento em que os campi tratam de problemas localizados, nos quais a comunidade começa a se encontrar, desde em questões ligadas ao ensino, como na área de tecnologias educacionais, como também em questões de natureza tecnológica, por exemplo na área de alimentos, para melhorar a qualidade de alimentação das pessoas”, conclui.

Expectativas dos participantes

Diversos campi do IFPR participarão da 4ª edição da Ficiencias. Para a professora Tatiana Colombo Pimentel, do Campus Paranavaí, a feira permite que estudantes de cursos técnicos de nível médio tenham contato com o método científico e com a apresentação de trabalhos, o que só costumava ser conseguido após o ingresso em cursos de nível superior. “A participação dos alunos do IFPR é de extrema importância, pois eles têm a oportunidade de apresentar os projetos desenvolvidos durante o ano para colegas de outras escolas, assim como conhecer outros trabalhos nas áreas em que atuarão futuramente”, explica Tatiana. “Além disso, eles aprimoram a comunicação de seus trabalhos, formatam os banners das apresentações, redigem os relatórios. Tudo isso enriquece sua formação”, ressalta a professora.

Para a estudante Jaqueline Gilmara Januário, do 4º ano do Curso Técnico em Informática do Campus Ivaiporã, o evento é importante para os discentes por desafiar e estimular sua capacidade de inovar e buscar resolver problemas da sociedade através da pesquisa cientifica. “A Ficiencias dá importância para a pesquisa na escola, e ser reconhecido pelo nosso trabalho é muito gratificante”, pontua Jaqueline. Em 2014, ela recebeu uma medalha de veterana da feira, por ter participado de todas as suas edições, e seu projeto “Kefir saborizado com frutas” (orientado por Tatiana Pimentel e co-orientado por Fausto Neves Silva) recebeu premiação, ficando em primeiro lugar na área de Ciências Agrárias. Este será o último ano da estudante, por estar concluindo o curso de Informática no Instituto. “Desenvolver projetos de ciência e tecnologia de alimentos teve grande influência em minha escolha profissional, pois agora pretendo cursar Engenharia de Alimentos e continuar a pesquisar na área”, explica.

No Campus União da Vitória, o professor de História Vitor Marcos Gregório, orientador da pesquisa “1905: quando trilhos foram mais que caminhos, da estudante Aline Bueno, afirma estar surpreso com a seleção do trabalho para a feira. “Minha supresa pelo resultado positivo alcançado não foi por duvidar da comprovada capacidade da aluna, mas sim porque a Ficiencias é um evento concorrido, e o Campus União da Vitória está apenas iniciando sua trajetória”, explica Vitor. “Esse resultado mostra o potencial de nossa unidade como polo educacional e lança o nome do município como um centro de excelência em pesquisa, em âmbito internacional”, analisa. A pesquisa finalista foi apresentada pela primeira vez durante a 1ª Mostra de Inovação, Pesquisa, Ensino e Extensão (Mipeec) do Campus União da Vitória, realizada nos dias 28 e 29 de agosto.

Para a professora Tatiana Pimentel, os prêmios são o reconhecimento de um projeto bem executado durante o ano, o que faz os alunos se dedicarem ainda mais a eles. “A participação na feira por si só já é uma vitória, porque são selecionados em torno de 100 trabalhos dentre os 300 ou mais que são inscritos. Mas a conquista de uma premiação é o reconhecimento final, certamente um momento memorável”, conclui.

Edições anteriores

Na primeira edição do evento, ocorrida em 2012, o Instituto Federal do Paraná participou com 21 trabalhos e 34 alunos. O saldo da I Ficiencias foi muito positivo: das 7 premiações que foram entregues a trabalhos desenvolvidos por estudantes brasileiros, 3 foram concedidas ao IFPR. Na segunda edição da feira, em 2013, o Instituto teve 16 trabalhos finalistas, sendo três deles de alunos do Campus Curitiba, um do Campus Irati, seis do Campus Ivaiporã, dois do Campus Jacarezinho, um do Campus Londrina, dois do Campus Paranaguá e um do Campus Telêmaco Borba.

Já na III Ficiencias, em 2014, o Instituto esteve presente com 19 projetos, sendo contemplado com sete prêmios. Na ocasião, o Reitor Substituto e Pró-Reitor de Ensino, professor Ezequiel Westphal, destacou que a participação na feira vai ao encontro de um dos objetivos do IFPR: a formação ampla e continuada, além da sala de aula. “Esses momentos ajudam nossos estudantes a serem cada vez melhores como acadêmicos e pessoas, para que possam colocar o Brasil em outro patamar científico, além de fazer a diferença na sociedade”, afirmou.

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